São Paulo, 11 de Abril de 2017

SindimotoSP denuncia empresas de aplicativo


SindimotoSP denuncia empresas de aplicativo de motofrete para o Ministério do Trabalho e Previdência Social e o Ministério Público do Trabalho por descumprirem leis trabalhistas



As irregularidades cometidas por essas empresas precarizam às relações trabalhistas, além de regredir o trabalho dos últimos anos do SindimotoSP, passando por cima das Leis Federais 12.009 (regulamentação federal), 12.997 (periculosidade), 12.436 (que proíbe estimular velocidade) e Lei Municipal 14.491 (regulamentação municipal).

Devido as injustiças cometidas e cansados da exploração, centenas de motoboys da Loggi e Rapiddo, entre outras que exploram o setor, estiveram no SindimotoSP no dia 14/06 para denunciar práticas abusivas. O presidente do sindicato, Gilberto Almeida dos Santos, o Gil, ouviu as diversas queixas e tomou providências para solucionar o problema como a produção de 5 mil jornais denunciando o fato, além de divulgar em todas as redes sociais da instituição, bem como chamar as empresas para dialogar, fato esse que recusaram. Ainda, informou a assessoria de imprensa do sindicato, que as medidas legais também foram tomadas como pedir providências ao Ministério do Trabalho.

Quem trabalha para essas empresas têm custo fixo que gira em torno de R$ 2 mil por mês com gasolina, óleo, pneu, relação e outros desgastes da moto. Sem mais explicações, as empresas baixaram o valor da corrida apertando o bolso do trabalhador e, ainda não pagam a maioria dos direitos que os motociclistas profissionais regime CLT recebem como piso mínimo, aluguel da moto, periculosidade, VR, cesta básica, seguro de vida e plano odontológico gratuitos entre outros. Além disso, os motociclistas de aplicativo não têm férias, 13°, FGTS etc.

O SindimotoSP já declarou que não é contra o sistema de aplicativos, porém, reivindica junto ao Ministério do Trabalho criação de instrumento jurídico para regularizar o serviço que traria benefícios ao trabalhador, fim do leilão de preços entre as empresas de aplicativos, participação nos lucros das empresas para os motociclistas entre outros aspectos legais para esse setor.



Trabalhar no aplicativo não é vantagem



Num primeiro momento, o profissional acha compensador, mas no final do mês, seu gasto com equipamento, não ter direitos trabalhistas, alto consumo da gasolina e demais desgastes das peças da moto, leva mesmo é prejuízo para o bolso.

fonte: Imprensa Jornal a Voz do Motoboy

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