São Paulo, 11 de Abril de 2017

Trabalhadores de aplicativos no delivery fazem greve na Itália por direitos trabalhistas


Dentre várias queixas dos trabalhadores italianos,
a principal foi que a empresa Foodora depois
de ter atraído milhares para o sistema App, mudou
a forma de pagamento fi xo prometido e passou a
pagar só a cada delivery (você já ouviu essa história?).
Acredite, isso não é mera coincidência com
o que está acontecendo com os trabalhadores de
aplicativo no Brasil. Todas as empresas de app seduzem
o trabalhador e, quando dentro do sistema,
ela domina. Insatisfeito é excluído sumariamente.
Veja algumas situações absurdas da empresa
de app na Itália
• Criou contratos com os entregadores (também
considerados autônomos) que permitiu
evitar cumprimento de leis trabalhistas.
• O lucro absurdo que tiveram com os trabalhadores
semi-escravos rendeu uma venda de
milhões de euros da marca Foodora para um
grupo de investidores.
• A Foodora se recusou a conversar com o
sindicato escolhido pelos próprios trabalhadores
para representá-los.
• A prefeitura das cidades chamaram a Foodora
para reunião, mas a empresa não compareceu.
O que os trabalhadores reivindicaram nas
paralisações que fi zeram
• Abolição do contrato de “colaboração temporária”.
• Introdução de contrato fl exível de meio-período.
• Salário básico (7,50 euros por hora) com bônus variável
(1 euro por entrega) + Pagamento por entrega.
• Não retaliação ou punições disciplinares aos trabalhadores
em luta.
• Um canal formal e direto de comunicação com
o empregador.
• Na Itália, o Ministério do Trabalho e as prefeituras
se mostraram solidários aos trabalhadores e tentam
encontrar soluções para as divergências.

fonte: assessoria imprensa

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