São Paulo, 16 de Abril de 2017

SindimotoSP obtém importante vitória contra as empresas de aplicativos


Sabendo da assembleia que o SindimotoSP realizaria
no dia 29/08, a empresa buscou na justiça liminares
para impedir o ato, enviou notificação extrajudicial especificamente
para o presidente Gilberto Almeida dos
Santos, o Gil, e, ainda, disponibilizou advogados na porta
do galpão principal no dia da manifestação para explicar
aos trabalhadores o que não pode ser explicado.
Nas proximidades da empresa, os doutores tentaram
dissuadir o movimento que começou de madrugada
e durou o dia inteiro, feito pelos próprios trabalhadores
motociclistas insatisfeitos da Loggi, perto do galpão
principal. Apesar da pressão, os trabalhadores não arredaram
o pé e não se intimidaram. A Polícia Militar
esteve várias vezes esteve presente com muitas viaturas,
mas ao verificar que os trabalhadores estavam
O dia 29/8/2017 foi importante para a nação motoboy
porque presidentes de sindicatos de motofrete que
representam vários estados brasileiros uniram forças
para combater empresas de aplicativos que estão arruinando
o setor de motofrete com concorrência desleal
e precarização das relações trabalhistas. A cada dia, as
empresas aumentam os lucros e expõem o trabalhador
motociclista a jornadas excessivas, baixos salários,
falta de benefícios, insegurança em caso de acidentes
e muito mais. Veja os que os presidentes estão dizendo
sobre o assunto.
vinculados e subordinados a elas porque recebem salário
mensal, trabalham a preços de tabelas que esses aplicativos
determinam, são uniformizados, expostos a longas jornadas
de trabalho em busca de ganhos maiores, aumentando,
junto com a demanda do trabalho, a velocidade no
trânsito, correndo riscos de causar acidentes. Aliás, algumas
empresas de aplicativos premiam motoboys que cumprirem
metas e realizarem mais entregas. Isso, segundo a Lei
Federal 12436, é terminantemente proibido.
Essa tentativa dos aplicativos de declarar a existência de
uma relação corporativa e não de empregado e empregador
ocorre porque, dessa forma deixam de pagar encargos
empregatícios ou terem responsabilidade no serviço
prestado, desequilibrando, assim, todo o setor, que já vem
declinando dada essa realidade e a concorrência, segundo
empresários do motofretel. Os empresários do setor
convencional de motofrete pagam impostos para atuar no
setor que as empresas de aplicativo não pagam.
Desemprego, falência e aumento de acidentes:
setor está em xeque!
Diante desse cenário de caos, empresas regulamentadas
estão fechando suas portas. Cerca de 800 homologações
mensais são feitas no SindimotoSP dos trabarespeitando
as orientações das liminares, se retirava.
O SindimotoSP informou em nota para à imprensa
que, “se a Loggi está tão certa do que faz e como age,
porque toda essa logística e gasto? Não seria mais fácil
passar o custo com advogados e liminares para os motoboys
que estão nas ruas sob sol, chuva etc? Onde fica
o compromisso da empresa com a qualidade de vida
do trabalhador motociclista?”.
O SindimotoSP também relata que essa situação
mostra que a Loggi na força tenta tirar os direitos dos
trabalhadores de até se manifestarem e pedir ajuda ao
sindicato da categoria. A empresa não pode proibir porque
essas situações são garantidas pela Constituição
Federal. O contrário disso é prática anti sindical.
As ações da Loggi para conter o ato mostra impor-
Essas empresas de aplicativo passaram da conta e
estão arruinando o setor de motofrete. Anos de luta
e conquistas para os trabalhadores estão sendo prejudicados.
Isso não pode acontecer. Já denunciamos
para o Ministério Público do Trabalho e Ministério do
Trabalho essa exploração absurda do trabalhador motociclista.
Gilberto Almeida Santos (Gil)
presidente SindimotoSP
Não somos contra os aplicativos, mas eles não podem
retirar direitos dos trabalhadores. Desenvolvemos
um aplicativo aqui que só trabalhadores legalizados
podem participar. Além disso, eles serão melhor remunerados.
Ernani Bandeira Cesar
presidente Sindimoto Paraíba
Basta! Precisamos mostrar para as empresas de
aplicativos que o setor tem regras e trabalho de anos
de muitos sindicalistas. Elas não podem agora arruinar
o que foi conquistado.
Luiz Galvão – SindmotoDF – Brasília
Aqui no Rio de Janeiro combatemos também a exlhadores
da categoria. Já existem, inclusive, reclamações
trabalhistas no Ministério do Trabalho contras empresas
de aplicativos declarando a prática da exploração da mão
de obra. Há também denúncias no Ministério Público
Federal e Ministério do Trabalho contra elas.
O xeque mate das empresas de aplicativo contra as
empresas tradicionais pode vir há qualquer momento
porque o monopólio que está se formando entre as
principais empresas de aplicativos ditam regras e preços
onde o tomador de empresa, além das empresas de
aplicativos são os maiores beneficiários. O primeiro porque
paga menos e o segundo porque fica com a maior
parte do valor cobrado, repassando ao motoboy, que se
arrisca na execução do serviço, valores muito baixos.
De outro lado, o trabalhador motociclista também fica
no prejuízo porque não ganha o suficiente, precisa trabalhar
mais horas, não tem benefícios e ainda se, acontecer um
acidente, fica na mão. Pesquisa recente do Infosiga, mostrou
que o índice de acidentes envolvendo esses profissionais
aumentou em 12%. Isso pode ser um alerta e mostrar
também que todas as práticas e conquistas para a regulamentação,
segurança e capacitação da atividade de motofrete
estão em risco, pelo uso inadequado da tecnologia na
contratação de mão de obra dos serviços de entregas.
tante vitória do SindimotoSP, que já fez denúncias no
Ministério Público do Trabalho e Ministério do Trabalho,
aguarda posicionamento final e ressalta que iludido
com uma desculpa que é MEI, que é autônomo, o
trabalhador não enxerga as verdadeiras intenções das
empresas de aplicativos, que é apenas lucrar, dar mais
dinheiro aos investidores e deixar o motociclista profissional
por conta e sorte própria.
O sindicato salienta que não é contra a tecnologia,
mas deseja regulamentação e justiça, pois nesses anos
que os valores da corrida tem baixado e que muitos sofreram
acidentes, os motociclistas estão a própria sorte,
que não são MEIs, mas estão sim, tendo seus direitos
negados, que trabalharam anos e que, desligados sem
justificativas, saem com uma mão na frente outra atrás

fonte: Imprensa Jornal a Voz do Motoboy

<< ver outros artigos