São Paulo, 16 de Abril de 2017

SindimotoSP faz história ao liderar primeira manifestação contra uma empresa de aplicativo de motofrete: a Loggi.


Com o SindimotoSP a frente, no dia 16/11, cerca
de 3 mil motofretistas da Loggi cruzaram os braços
e realizaram protesto contra cortes no valor pago
pelo serviço de entregas da empresa Loggi, que
também tem promovido a precarização dos direitos
trabalhistas. Antes disso, o sindicato através do
presidente Gil, tentou de várias formas reverter a situação,
mas não houve acordo com a empresa, que
insistiu na inobservância e levou os trabalhadores
para mais dois dias de greve total e atos pacíficos
pelas ruas da capital.
As manifestações foram promovidas pelos trabalhadores
motociclistas da Loggi apoiados irrestritamente
pelo SindimotoSP. Parte do ato
fechou as faixas da Marginal Pinheiros e as Avenidas
Rebouças e Paulista. A principal reivindicação dos motoboys era o retorno do valor da corrida
para R$ 18,00, já que haviam rebaixado para
R$ 10,00. A Loggi criou um sistema de aplicativo que
funciona no celular. O aplicativo faz a intermediação
entre o motofretista e o cliente, porém, apesar de
toda responsabilidade e os trabalhadores serem
obrigados a arcar com todas as responsabilidades,
quem fica com a maior parte do ganho é a Loggi.
O protesto chegou ao Ministério Público do Trabalho
(MPT), onde os procuradores receberam os
sindicalistas e trabalhadores da empresa em uma
reunião que demorou quase duas horas e teve
como resultado a instauração de um procedimento
de mediação com a Loggi. Em seguida, o ato
continuou pelas ruas e se concentrou em frente a
Superintendência do Ministério do Trabalho e Emprego
(DRT-MTE). Ali, foi recebido pela diretoria da
instituição que também se sensibilizou com a causa
dos trabalhadores e formou um grupo de trabalho
para buscar soluções numa reunião marcada para a
semana seguinte com a Loggi.

fonte: Imprensa Jornal a Voz do Motoboy

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