São Paulo, 16 de Abril de 2017

Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito


De 2005 a 2015, mais de 435.853 mil pessoas faleceram
por acidentes no Brasil, segundo dados da
Seguradora Líder-DPVAT. Se juntarmos o número de
vítimas desse período, teríamos um cemitério quase
do tamanho de uma cidade como Niterói (RJ). No
domingo, 20 de novembro, Dia Mundial em Memória
das Vítimas de Trânsito, façamos uma breve pausa
para lembrar de todos que morreram por causa de
acidentes com veículos e pensar o que cada um de
nós pode fazer para evitar outras tragédias.
O trânsito é perigoso por sua própria natureza. Veículos
novos podem se locomover em alta velocidade,
dando a impressão aos passageiros que a rapidez
está baixa por tamanha estabilidade e tecnologia.
Entretanto, se uma batida contra o asfalto a 40 quilômetros
por hora já é capaz de fazer um estrago enorme
a um ser humano, nem precisamos nos esforçar
muito para pensar o quanto somos frágeis dentro de
um veículo a 130 por hora. Mesmo sabendo que tal
velocidade não é permitida no Brasil, é comum vermos
carros e motos nesse ritmo em rodovias.
Qual é a saída para essa guerra silenciosa e apolítica
que acontece todos os dias no trânsito? Definitivamente,
não podemos retroceder e negar os benefícios que a
sociedade e a economia têm com as facilidades de locomoção
que a evolução tecnológica nos permite hoje.
A ciência, aliás, é uma aliada que agora trabalha para
tornar os veículos mais seguros, econômicos e sustentáveis.
A saída possível para essa situação é a educação.
Sempre ela, aparecendo como a base para formação de
uma sociedade mais equilibrada e pacífica.
Sem a educação, nenhum avanço tecnológico será
capaz de frear a violência que acontece todos os dias
no trânsito. Por isso, a partir de agora, todos estão
convidados a adotar uma nova postura que garanta
mais segurança e menos barbárie. Qualquer cidadão,
motorista, passageiro ou pedestre, pode colaborar fazendo
a sua parte.
Os motoristas conduzem especial responsabilidade.
É importante entender que as leis de trânsito
foram pensadas e aplicadas para proteger a vida. Respeitá-
las em sua totalidade é fundamental, por isso
o pedestre tem prioridade. O que está em jogo não
é só a integridade de quem segura o volante, mas
também de todos que estão em sua volta.
O pedestre também tem papel importante. Ele deveria
seguir as leis de trânsito, mas muitas pessoas
desconhecem princípios básicos como atravessar nas
faixas, usar passarelas e andar na calçada. Os ciclistas,
que integram cada vez mais o sistema de transporte
nas cidades, podem contribuir andando pela ciclovia,
usando equipamentos de segurança, lanternas e coletes
luminosos, sinalizando e respeitando faixas de
trânsito e os sentidos das vias.
O passageiro também pode ajudar bastante, não
desviando a atenção do condutor e usando cinto de
segurança, por exemplo. O passageiro nunca deve pedir
para descer fora do ponto de ônibus.
São inúmeras as ações que cada um pode fazer
para evitar acidentes, mas precisa ter em mente o
respeito à vida como essência. Através da educação
e mudança de atitude, os brasileiros poderão mudar
este cenário trágico. O Dia Mundial em Memória das
Vítimas de Trânsito serve para nos mostrar o quanto
somos frágeis e valiosos. Faça sua parte por um trânsito
mais seguro.
*Carlos Guerra, Diretor de Relações Institucionais
da Seguradora Líder-DPVAT

fonte: Imprensa Jornal a Voz do Motoboy

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