São Paulo, 16 de Abril de 2017

Crise financeira afeta setor de motofrete com demissões, queda no volume de entregas, nas vendas de motocicletas e peças para motos


Para se ter uma ideia, entre janeiro e abril foram mais de 500 homologações feitas no SindimotoSP, enquanto que as vendas de motocicletas em São Paulo caíram 37,4%. O volume de entregas também teve retração, bem como venda de peças para motos.




Os sinais de deterioração do quadro econômico, político e financeiro estão por todos os lados. Isso resulta em crise nos setores ativos da economia, sendo um deles, o do motofrete.

Afetado pela falta de políticas públicas, concorrência desleal das empresas de aplicativos entre outros motivos, o setor está, como outros, com baixa perspectiva de melhora para esse ano. E um dos fatores que gerou essa crise econômica foi a falta de credibilidade do governo federal e sua equipe econômica com medidas de ajuste fiscal que não foram feitas, fazendo com que a inflação subisse, afetando toda cadeia produtiva no Brasil.




País sofre com desemprego, reflexo de crise




Os dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS) indicam o fechamento de mais de 100 mil postos de trabalho com carteira assinada, que inclui o motofrete. “A situação não está boa, foram mais de 500 homologações entre janeiro e abril realizadas no SindimotoSP e, muitos dos trabalhadores não tinham nenhum outro emprego em vista”, relata Gilberto Almeida dos santos, o Gil, presidente do SindimotoSP.

O desemprego é o aspecto mais grave dessa crise, sobretudo porque não existe nenhuma perspectiva de recontratação no curto prazo. A solução, segundo Gil, seria resolver urgentemente o impasse político que paralisa o Brasil e depois, as questões econômicas e sociais.

No total, o Brasil já perdeu quase 2 milhões de vagas. Trata-se do pior resultado de desemprego desde que a série histórica foi iniciada, em 1992.



Motofrete está parado



O que acontece em Brasília extrapola os limites do estado e chega a todo Brasil. Em São Paulo, a crise política deixa reflexos em vários aspectos, inclusive no que diz respeito a economia. Todos os setores que envolve o motofrete está parado ou em queda. Vendas de motos, de motopeças, entregas rápidas e outros segmentos estão contando prejuízos e o que é pior: não enxergam, pelo menos no momento, esperança de melhora.

A Associação do fabricantes de Motocicletas (Abraciclo) prevê retração de 9,7% e 10,1% em produção e vendas, respectivamente, em 2016.

Segundo levantamento divulgado pela associação, no primeiro trimestre deste ano foram fabricadas 227.426 motos, contra 360.187 unidades no mesmo período de 2015, correspondendo a uma redução de 36,9%. O acumulado das vendas no atacado – das montadoras para suas concessionárias – apresentou queda de 37,4%, quando comparado aos primeiros três meses do ano anterior. Foram comercializadas 215.372 motocicletas frente a 343.817 unidades.

Com base nos licenciamentos registrados pelo Renavam, foram emplacadas 239.923 motocicletas de janeiro a março*, volume 26,6% inferior ao apresentado no mesmo período do ano anterior, com 326.960 unidades.




Consórcio de motos também registra começo de ano ruim




O sistema de consórcios teve queda em todos os indicadores para o setor de motos. O número de participantes ativos em janeiro foi de 2,83 milhões, total 6% menor que o do mesmo mês de 2015. As 85 mil novas cotas significaram recuo de 10,5%. O volume de créditos comercializados, R$ 646,5 milhões, regrediu 38,7%. Os números foram divulgados pela Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio (Abac).




Volume de serviços caiu segundo pesquisa do IBGE



O volume de serviços no país teve queda de quase 10% até aqui, na comparação com o mesmo período de 2015. Segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os serviços acumulam queda superior de 5% no ano e de 3,7% no período de 12 meses.



Já a receita nominal dos serviços apresentou altas de 1,9% na comparação com o período, de quase 5% no acumulado do ano e de 4% no acumulado de 12 meses. A receita nominal não reajusta os valores de acordo com a inflação.





A queda do volume de serviços foi percebida em cinco dos seis segmentos avaliados pela pesquisa do IBGE.





Mercado de trabalho segue com dificuldades, aponta FGV



Dois indicadores de emprego apurados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) ainda não sinalizam uma mudança no mercado de trabalho, segundo a instituição.



O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD), que permite aferir o estado atual do mercado de trabalho, recuou 0,2%, para 97,5 pontos. Esta é a terceira queda consecutiva do indicador, apontando acomodação da taxa de desemprego neste primeiro trimestre.





O IAEmp mostrou recuperação, mas ainda se encontra em patamar muito baixo, sinalizando um mercado de trabalho ainda fraco nos próximos meses. De forma similar, a queda observada no ICD nos últimos meses não indica forte recuperação nem redução da taxa de desemprego no curto prazo. Os indicadores indicam um mercado de trabalho ainda bastante difícil.


fonte: assessoria de imprensa

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