São Paulo, 15 de Abril de 2017

Haddad quer cobrar estacionamento de moto


Haddad quer cobrar estacionamento de moto



A prefeitura de São Paulo, através da gestão do prefeito Fernando Haddad, quer introduzir cobrança do estacionamento nas vagas para motocicletas nas áreas denominadas Zona Azul, que estão disponíveis em vários pontos de grande circulação na cidade.

A cobrança de Zona Azul para motos pela prefeitura de São Paulo faz parte de um projeto de mudanças no sistema viário pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e (Secretaria Municipal de Transportes), com o pagamento eletrônico do serviço. Atualmente, a tarifa da folha de Zona Azul na cidade de São Paulo custa R$ 5.



SindimotoSP diz não e estuda possibilidade de manifestação para sensibilizar o prefeito



Os motociclistas da capital estão abandonados pela administração petista, que não desenvolve políticas públicas para quem anda de moto na cidade. “Depois de retirar as motofaixas, desativar bolsões no centro para construção de ciclofaixas, que nem são utilizadas, agora, ele quer cobrar estacionamento. Isso é inadmissível”, diz Gilberto Almeida dos Santos, o Gil, presidente do SindimotoSP, sindicato dos motoboys de São Paulo e região.

Gil reforça que o motociclista profissional precisa dos estacionamentos gratuitos porque faz, em média, 20 entregas por dia e que se tiver de pagar pela vaga, como sobreviverá? O sindicalista ainda afirma que em 2014, a prefeitura decidiu criar bolsões específicos para motociclistas profissionais depois de grande manifestação pacífica que o SindimotoSP organizou para reivindicar a volta das motofaixas e dos bolsões, além de outras reivindicações. O prefeito criou um grupo de trabalho para discutir o assunto, prometeu melhorias para os motociclistas, porém, não concretizou nada.

Entretanto, na contramão de políticas públicas para motociclistas, Haddad aumentou em R$ 300 milhões o subsídio repassado pela Prefeitura de São Paulo para os empresários que controlam a circulação de ônibus da capital. As empresas que operam a frota receberam, até novembro do ano passado, cerca de R$ 2 bilhões dos cofres públicos municipais. O valor pago pela administração municipal é o maior da história da cidade. A previsão é que o subsídio seja maior ainda em 2016. “Enquanto volta sua atenção para os passageiros de coletivo, os motociclistas estão abandonados e ainda por cima, ele instala radares específicos para motos nas vias públicas e, agora, quer cobrar do motociclista estacionamento? Se ele insistir, vamos para à rua manifestar nossa insatisfação”, alerta Gil .



fonte: Imprensa Jornal a Voz do Motoboy

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