São Paulo, 15 de Abril de 2017

Comissão Especial na Câmara dos Deputados Federais discutirá o financiamento sindical


O auditório Nereu Ramos, na assembleia legislativa federal ficou cheio de sindicalistas da UGT; Nova Central, CUT, Força Sindical, CSB, CTB e CGTB.

Elaborar um projeto de lei que regulamente as contribuições para os sindicatos é a missão da comissão formada. Hoje, tramitam na casa, 22 propostas sobre o assunto como confirma deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho: “Para evitar manobras futuras, a ideia é reunir todos eles em único projeto que será construído pela comissão”.
O presidente da União Geral dos Trabalhadores, Ricardo Patah, defendeu que esse momento não é por dinheiro, mas pela unidade dos trabalhadores. “Se não houver unidade, nós vamos ser tratorados. O debate que se instala aqui agora não trata exclusivamente da questão de dinheiro. Nós temos que ter a sensibilidade nesta oportunidade da construção, que essa tarefa não é de uma central sindical, não é de um deputado, são de milhões de trabalhadores e trabalhadoras do nosso país.”
Atualmente, o financiamento da atividade sindical é aprovado em assembleia e descontado de todos os trabalhadores da base – filiados ou não –, que são beneficiados com os acordos firmados na Convenção Coletiva ou Acordo Coletivo de Trabalho. Ou seja, é legítimo que todos tenham que contribuir para manter a estrutura que luta pelos seus direitos e benefícios.
A intenção da Câmara dos Deputados é ampliar o debate sobre representação sindical e produzir legislação que facilite a vida dos trabalhadores. É um momento importante para proteger, valorizar os sindicatos, debater com transparência.
Segundo a comissão formada, é preciso enfrentar as questões da contribuição, da transparência no movimento sindical e da representatividade. É importante discutir tudo isso com o movimento sindical daqui pra frente.
A comissão especial sobre o financiamento sindical propôs audiências públicas em alguns estados e convidará representantes do Ministério Público do Trabalho, da Justiça do Trabalho e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Senado faz 1ª audiência pública para discutir custeio sindical

Com a presença de representantes das centrais sindicais, a Comissão de Direitos Humanos do Senado realizou no dia 19, em Brasília, audiência pública para as fontes de custeios das entidades sindicais. O projeto de autoria do Senador Blairo Maggi (PR-MT) tem, na verdade, o objetivo de acabar com a contribuição sindical que é a verba que os trabalhadores recolhem aos sindicatos para manter o custeio das entidades.
A União Geral dos Trabalhadores (UGT) foi representada pelo secretário de relações institucional, Miguel Salaberry, que sugeriu ao senador conhecer os sindicatos. Só sabendo o que eles fazem, o senador terá uma noção exata de como esse recurso é utilizado.

Salabery também pediu ao senador Maggi que atue no senado em defesa de uma melhor qualidade para a saúde e a educação, tão importantes para a sociedade brasileira e também para os trabalhadores, que pagam impostos e na hora de buscar apoio, só encontram nos sindicatos. Salaberry deu como exemplo o Sindicato dos Comerciários de São Paulo, presidido por Ricardo Patah, que no ano passado realizou 203 mil procedimentos médicos odontológicos graças ao custeios provenientes da contribuição sindical.


fonte: Imprensa Jornal a Voz do Motoboy

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