São Paulo, 11 de Abril de 2017

SindimotoSP marca presença na Frente Parlamentar dos Veículos sobre Duas Rodas


Com objetivo de viabilizar iniciativas públicas para defender
os motociclistas e ainda fomentar o setor de motopeças
é que um grupo de parlamentares estaduais, motociclistas
convencionais e profissionais realizaram segunda
reunião para buscar soluções rápidas para os problemas
que acompanham o dia a dia de todos motociclistas no
Estado de São Paulo.
A “Frente” pretende também estimular e desenvolver
estudos para aperfeiçoar a legislação referente ao setor
de Duas Rodas. O grupo de trabalho formado discutirá
propostas e soluções nas áreas da legislação, tributação,
sustentabilidade e segurança pública, entre outras.
Segundo os presentes, no encontro realizado no fim de
setembro na Assembleia Legislativa Estadual, ela dará visibilidade
e respeito ao setor, que é ignorado pelas instâncias
governamentais. Vale lembrar que nos últimos dez anos
houve um grande crescimento do setor de duas rodas, mas
não foi acompanhado por políticas públicas. Só no Estado
de São Paulo são mais de 5,5 milhões de motocicletas, sendo
essa a maior frota do Brasil, além disso, cerca de 220 mil
são profissionais. Apesar de números expressivos, a motocicleta
não é reconhecida como modal de transporte, mesmo
existindo iniciativas como cursos de qualificação no Detran
para as categorias de motofrete e mototáxi, as únicas motota
de forma eventual, assim considerado o fortuito,
ou o que, sendo habitual, ocorre por tempo extremamente
reduzido.
O profissional provou que usava a moto para
prestar seus serviços à empresa, que foi condenada
a pagar ao trabalhador o adicional de periculosidade
de 30% desde a admissão até a rescisão com as devidas
atualizações.
Ano passado, a justiça de Brasília também condenou
outra empresa a pagar a periculosidade a um
montador de móveis que usava a moto para deslocamento.
-faixas existentes na capital foram retiradas pela prefeitura
paulistana, o que foi um retrocesso.
Nesse segundo encontro, os parlamentares disseram
que algumas leis que afetam diretamente os motociclistas
precisam ser discutidas com representantes
dessa categoria.
O SindimotoSP foi representado pelo vice Presidente
Nego Gerson, que relatou na tribuna oficial as dificuldades
que os motociclistas profissionais estão enfrentando
pela falta de políticas públicas e, principalmente, segurança
para exercer a profissão. Os motociclistas, quando vão
entregar as mercadorias compradas em lojas virtuais, por
exemplo, são assaltados, levando os ladrões inclusive a
motocicleta do trabalhador. Profissionais do setor Delivery
também estão sendo roubados ao entregar a pizza, assim
como outros que deixam a moto em bolsões de estacionamento.
Ao voltar, não a encontram. “Vamos acompanhar
os próximos passos da frente parlamentar e ajudar
com ideias e sugestões para serem colocadas em prática
o quanto antes. Nós, motociclistas profissionais precisamos
de dias melhores e mais segurança”, finalizou Nego
Gerson.

fonte: assessoria imprensa

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