São Paulo, 16 de Abril de 2017

Vendas de motocicletas seguem com discreto aumento e indústria do setor revê projeções


Dados da ABRACICLO, Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas,
Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, mostram que foram produzidas
76.668 motocicletas em setembro.
“Embora os números ainda sejam negativos, o nível de estoques de determinados
modelos nas concessionárias é insuficiente para atender ao mercado,
o que pode ter contribuído para limitar o crescimento das vendas no varejo. Isto
sinaliza a necessidade de adequação dos níveis de produção atual à demanda”,
afirma Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo.
Segundo Fermanian, outros fatores que poderão contribuir para um cenário
mais animador, a partir de agora, são o Salão Duas Rodas 2017, que ocorrerá
de 14 a 19 de novembro em São Paulo, o pagamento do 13º salário e a chegada
do verão. “São importantes acontecimentos que aumentam o interesse dos
clientes pela compra de motocicletas”, diz.
Os volumes de exportações do segmento de motocicletas continuam a subir
e totalizaram 11.208 unidades em setembro, alta de 160,8% na comparação
com o mesmo mês do ano passado (4.298) e aumento de 54,8% sobre agosto
(7.239). No acumulado, o volume de motocicletas enviadas para outros países
foi de 59.244 unidades, 35,4% superior aos 43.752 embarques registrados em
2016. O principal destino das motocicletas exportadas ainda é a Argentina.
REVISÃO DA PROJEÇÃO
Com os resultados apurados nos nove primeiros meses, a expectativa da
indústria, a partir de agora, é fechar o ano com 885.000 unidades produzidas,
o que representa estabilidade com relação a 2016, quando foram fabricadas
887.653 motocicletas. A previsão inicial era de um leve crescimento, de 2,5%,
chegando a 910.000 até dezembro.
No que diz respeito às vendas para o varejo, a redução chegará a 4,4%, devendo
fechar dezembro com 860.000 emplacamentos. O esperado era alcançar
890.000, sendo uma queda de 1,1%.
Para as exportações o cenário ainda é de crescimento, contudo com um volume
menor do que era previsto: crescimento de 35,5% para o ano, atingindo
80.000 unidades. No começo de 2017 a indústria vislumbrava um acumulado
de 93.000 unidades, o que representaria alta de 57,6%.
Mesmo com estas revisões, há grande probabilidade de retomada do crescimento
a partir de 2018. “Com inflação controlada, abertura de novas vagas
de emprego e redução das taxas de juros já é possível deslumbrar um cenário
melhor para o próximo ano”, comenta Fermanian.

fonte: Imprensa Jornal a Voz do Motoboy

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