Motoboys realizam protesto contra Rappi devido redução de valor repassado e injustiças praticadas pela empresa

Na primeira semana de novembro todos os trabalhadores da Rappi, empresa de aplicativo que atua no motofrete, participaram de manifestação com paralisação total das entregas. Os motociclistas profissionais também contaram com o apoio dos ciclistas que fazem entregas para à empresa. O SindimotoSP deu apoio incondicional ao ato.
A manifestação pacífica dos trabalhadores motociclistas passou por algumas vias públicas e parou na Ponte Estaiada para concentração. Em seguida o grupo de manifestantes dirigiu-se à sede da Rappi, principal alvo, mas não foi atendido.
Os motoboys alegaram no ato que a empresa está reduzindo o valor do frete e prejudicando os ganhos do trabalhador que se vê obrigado a trabalhar cada vez mais por um salário menor, além de colocar a vida sob risco de acidentes constantes devido ao aumento da jornada de trabalho.
O SindimotoSP, na ocasião, ressaltou que à manifestação é direito dos trabalhadores, porém, disse que não há outro caminho que não fosse levar à questão aos órgãos públicos competentes como Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o Ministério Público do Trabalho (MPT). Aliás, o sindicato dos motoboys de São Paulo vem alertando há muito tempo os motociclistas profissionais sobre os abusos e a precarização das relações trabalhistas que as empresas de aplicativos no motofrete promovem.
O MTE em fiscalização durante certo tempo, autuou a Loggi, Rappido e até o MC Donalds com multas milionárias e ainda obrigou que essas empresas registrem seus motociclistas. Outras empresas que exploram o motoboy como IFood, Glove, UberEats e outras, também praticam o dumping social jogando a qualidade de vida dos motoboys para baixo, enquanto fi cam milionárias.
Para o SindimotoSP, a questão deve ser resolvida no âmbito do poder público, trabalhista e judiciário. A mediação tem que ser via MTE para resolver a questão. Esta discussão está em âmbito nacional e só será resolvida em esfera judicial, que já tem decidido ações favoráveis aos trabalhadores do setor de motofrete.
“...fica muito claro que se trata de uma empresa de transportes de mercadorias, exercendo amplo controle dos condutores profissionais com diversos protocolos obrigatórios para a retirada e entrega das mercadorias. Não há qualquer sorte de autonomia por parte dos condutores, devendo seguir, estritamente, as regras impostas pela Loggi. Como se verá adiante, a Loggi dá as cartas do jogo, avocando para si o comando de toda a operação, definindo o preço do frete, o trajeto a ser percorrido, o tempo de deslocamento, o tempo de espera e dando o suporte...”



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