Aumento de 18% das mortes de motociclistas

Especialistas levantam tese que aumento nos óbitos está ligado à invasão de empresas de aplicativos no setor de motofrete.
Desrespeito as leis, incentivo ao aumento de velocidade por conta de prêmios e metas para os trabalhadores são práticas que os motociclistas estão sujeitos ao trabalharem para elas.
Entre 2014 e 2015, as empresas de aplicativos no motofrete começaram oferecendo corridas a R$ 22, jornada de trabalho menor e benefícios para os motociclistas profissionais. Com o passar do tempo, a falta de
fiscalização nos serviços prestados por essas empresas
bem como ganância por lucros, levaram uma década
de conquistas trabalhistas do setor de duas rodas profissional para baixo, na contramão da história. Precarização de direitos trabalhistas, prática de dumping
social e queda na qualidade de vida do motociclista
são alguns itens que tem deixado o motociclista profissional desmotivado, além de fazer com que trabalhem
mais para que consigam manter salários razoáveis.
Muitos trabalhadores se regulamentaram para
poder ficar dentro da lei, mas agora, muitas emO Ministério Público do Trabalho (MPT) - Procuradoria Regional do Trabalho 2ª Região / Coordenadoria de Primeiro Grau está movendo Ação Civil Pública
contra a Loggi e L4B com audiência a ser realizada no
mês de fevereiro. No decorrer do documento, o MPT
A tendência agora é o retorno de motociclistas
profissionais para o regime CLT, já que estão inconformados com as práticas abusivas das empresas de
aplicativos no motofrete que jogam a renda do trabalhador para baixo enquanto faturam milhões. Para se
presas de aplicativos no motofrete trabalham com
quem ainda está longe de estar padronizado conforme determina as Leis 12.009 (Federal) e 14.491
(Municipal válida na capital São Paulo). Ainda por
cima, essas empresas desrespeitam a Lei Federal
12.436 (que impede as empresas de apressar o motociclista nas entregas mediante oferta de prêmios)
e a Lei Federal 12.997 que determina o pagamento
de adicional de periculosidade para todos que exercem atividades com motocicleta.
De lá para cá, o motociclista profissional que trabalha em aplicativos se viu refém do sistema e, para
manter um ganho mínimo, precisa trabalhar horas a
fio, ficar a mercê das empresas, como Loggi, Rapiddo,
Rapy e outras, além de ter todos direitos trabalhistas
lista todas as ações das duas empresas que caracterizam relações trabalhistas como também ambas é que
toma as decisões na esfera negocial dos fretes, de que
não são meras plataformas tecnológicas, nem agenciadoras ou intermediadoras e, sim eempresas de
ter uma ideia, nos últimos 3 anos além de acidentes
ter aumentado o número de óbitos entre motoboys,
o salário despencou de cerca de R$ 4.000,00 para R$
1.500,00, marcando queda de menos de 50%. Para
ter uma renda maior, esses motociclistas dobram a
conquistados ao longo dos anos, anulado com ilusão
de serem micro-empresários.
Isso acontece porque os motoboys não são MEIs,
já que não negociam com os tomadores de serviços.
Como não fecham preços de corridas, o ganho maior
fica com as empresas de aplicativos no motofrete, já
que as notas fiscais dos trabalhadores é feita para essas empresas, ficando assim subordinados a elas que
ficam cada vez mais milionárias.
Enquanto isso, o trabalhador motociclista viu seu
ganho salarial cair, bem como sua qualidade de vida.
Atualmente, ele precisa trabalhar mais para manter
um salário que compense, o que na maioria das vezes
não acontece. De pouco mais de R$ 22 em 2015, hoje
com os R$ 12,00 (queda de 47,60%), em jornadas intermináveis e cansativas, o motoboy está sujeito a acidentes bem como desgaste maior de sua motocicleta,
que ainda para piorar, nem recebe o aluguel de moto
que os registrados em carteira recebe.
Na conta feita na ponta do lápis, percebe-se que
aumentou o número de quilômetros rodados de 2.500
kms por mês para 3.500, o índice de mortes que chegou a alarmantes 400% e as despesas por mês que
saiu dos R$ 1.603,17 para R$ 2.050,00, em média, gerando 31,75% de aumento, além da concorrência entre
os trabalhadores de aplicativos passar de 1300 para
5000 cadastrados, tendo aumento de 260%.



fonte: Imprensa



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